Desatenção que custa caro
Prazos que estouram, contas esquecidas, o mesmo parágrafo relido três vezes. Não é desinteresse: é o foco que não obedece ao comando.
Avaliação criteriosa, que separa TDAH de ansiedade, depressão e privação de sono — e um plano que devolve constância ao que você já sabia fazer. Com rigor científico e escuta sem pressa.
O TDAH do adulto quase nunca se parece com a criança agitada do estereótipo. Ele aparece como uma vida inteira de esforço desproporcional ao resultado — e costuma passar despercebido justamente em quem é inteligente o bastante para compensar. O diagnóstico exige olhar para trás, até a infância, e para o que sobrou de prejuízo hoje.
Prazos que estouram, contas esquecidas, o mesmo parágrafo relido três vezes. Não é desinteresse: é o foco que não obedece ao comando.
Tarefas simples viram montanhas intransponíveis. Você só consegue começar quando o prazo já é uma emergência — e aí faz bem, em uma noite.
Seis horas seguidas no que interessa, seis minutos no que importa. A concentração existe, mas você não escolhe onde ela vai.
Raramente é correr pela sala. É a mente que não desliga na hora de dormir, a perna que balança, a impossibilidade de assistir a um filme sem o celular na mão.
Responder antes de ouvir o fim da frase. Comprar, pedir demissão, terminar, decidir — e explicar depois.
O boletim dizia. Depois o chefe. Depois o parceiro. A mesma frase há décadas, dita por pessoas diferentes.
Identificou-se com três ou mais sinais? Isso não é um diagnóstico — mas é um bom motivo para uma avaliação cuidadosa. Muita coisa que você chamou de defeito de caráter tem outro nome.
Agendar avaliaçãoTratar TDAH não é te transformar em outra pessoa. É retirar o ruído que ficava entre você e aquilo que você já era capaz de fazer. Um plano construído a dois, com ciência atualizada e ajustes finos ao longo do caminho.
“O objetivo não é você virar uma pessoa organizada. É a organização deixar de custar tudo o que você tem.”
Ansiedade, depressão, apneia do sono, hipotireoidismo e uso de substâncias produzem desatenção idêntica à do TDAH — e tratá-los como TDAH não funciona. A avaliação reconstrói a história desde a infância e investiga o que mais pode explicar o quadro.
Estimulantes e não estimulantes têm eficácia bem estabelecida no adulto. A escolha considera comorbidades, pressão arterial, sono e rotina, com titulação gradual e revisão do que funcionou e do que não valeu o efeito colateral.
O cérebro com TDAH melhora quando o ambiente é redesenhado: sistemas externos de memória, fragmentação de tarefas, higiene de sono e estratégias de TCC adaptadas. Remédio sozinho aumenta a capacidade; a estrutura é o que a converte em resultado. É aí que entra o Diário MEV.
TDAH raramente vem sozinho. Ansiedade, transtornos do humor, uso problemático de álcool e insônia crônica são frequentes — e mudam a ordem do tratamento. Tratar só a desatenção, ignorando o resto, costuma decepcionar.
Atendo em Goiânia e por videochamada, unindo ciência atualizada a um cuidado genuinamente humano. Como coordenador da Residência Médica em Psiquiatria do CRESM e preceptor na formação de novos médicos, levo ao consultório o mesmo rigor que ensino — e o diagnóstico diferencial do TDAH no adulto é um dos temas em que esse rigor mais faz diferença.
Um ambiente seguro e acolhedor na SêMente Clínica, no Setor Sul, preparado para receber você com calma e privacidade.
Agendar presencialA avaliação de TDAH depende de tempo e de história — e isso a teleconsulta preserva integralmente, de qualquer lugar do Brasil. Casos que exijam receituário de controle especial recebem orientação individual sobre a retirada da receita.
Agendar teleconsultaMudou minha vida! Sem dúvidas, o melhor psiquiatra que já tive.
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Sim — e é o mais comum entre quem chega ao consultório hoje. O TDAH começa na infância por definição, mas passa despercebido em quem tinha bom desempenho escolar, apoio familiar ou sintomas mais desatentos que agitados. A cobrança da vida adulta, com múltiplas frentes e sem estrutura externa, é o que costuma expor o quadro.
Não existe exame de sangue, imagem ou teste isolado que feche o diagnóstico. Escalas e testes neuropsicológicos ajudam a medir o prejuízo e a rastrear outras hipóteses, mas o diagnóstico é clínico: história de vida detalhada, evidência de sintomas desde a infância e prejuízo em mais de um contexto.
Usados na dose e na indicação corretas, sob acompanhamento médico, os medicamentos para TDAH não produzem o padrão de dependência associado ao uso recreativo. A evidência aponta o contrário do senso comum: adultos com TDAH tratado apresentam menos, e não mais, problemas com álcool e outras substâncias ao longo da vida.
Não necessariamente, e essa decisão é revista periodicamente. Muitas pessoas usam medicação em fases de maior demanda e a suspendem em períodos mais estáveis; outras se beneficiam do uso contínuo. O que se mantém em qualquer cenário são as estratégias de organização construídas durante o tratamento.
São condições distintas que frequentemente coexistem — e podem se imitar. A ansiedade prejudica a atenção pelo excesso de preocupação; o TDAH gera ansiedade pelo acúmulo de pendências e pelo medo constante de falhar. Diferenciar o que veio primeiro define qual tratar primeiro.
Uma conversa longa e sem pressa: história escolar, trajetória profissional, relações, sono, uso de substâncias e tratamentos anteriores. Quando possível, é útil trazer boletins antigos ou o relato de alguém que conviveu com você na infância. Você sai com hipóteses claras e um plano inicial explicado em linguagem simples.
Você não precisa de mais uma tentativa de força de vontade. A forma mais rápida de marcar é pelo WhatsApp — respondemos com cuidado e em até 24h.
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Dr. Igor Ferreira de Jesus — Médico Psiquiatra · CRM-GO 26457
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