Episódios de comer sem freio
Quantidades grandes em pouco tempo, com sensação nítida de perda de controle — e vergonha depois. Costuma acontecer sozinho, escondido, longe da mesa.
Compulsão alimentar, comer para aliviar emoção e ganho de peso causado por medicação psiquiátrica têm causa identificável e tratamento. Avaliação do comportamento alimentar com rigor científico e escuta sem pressa.
A indústria do emagrecimento parte de um pressuposto simples: se você não emagrece, é porque não se esforçou o bastante. Para uma parte grande das pessoas, isso é falso — e o esforço repetido em cima do alvo errado é justamente o que produz o ciclo de fracasso. Quando o comportamento alimentar está desregulado, ou quando o peso subiu por causa de um medicamento, nenhuma dieta resolve sozinha.
Quantidades grandes em pouco tempo, com sensação nítida de perda de controle — e vergonha depois. Costuma acontecer sozinho, escondido, longe da mesa.
Comer para desligar ansiedade, tédio, raiva ou tristeza. Funciona por alguns minutos, e é exatamente por isso que se repete.
Segunda-feira começa a regra rígida. Sexta-feira ela desmorona. O fim de semana vira compensação, e a segunda-feira seguinte recomeça mais culpada.
Antidepressivo, antipsicótico ou estabilizador de humor entraram, o peso veio junto — e ninguém te avisou nem ofereceu alternativa.
Boa parte da ingestão concentrada depois do jantar, às vezes com despertares para comer, seguida de manhãs sem fome.
Obesidade e depressão se alimentam mutuamente: cada uma aumenta o risco da outra. Tratar só um lado dessa conta costuma ser insuficiente.
Identificou-se com três ou mais sinais? Isso não é um diagnóstico — mas é um bom motivo para uma avaliação cuidadosa. Existe um passo antes da dieta, e ele quase nunca é oferecido.
Agendar avaliaçãoMeu registro de especialista é em Psiquiatria, e é dela que eu falo. O que trago para esse tema é o que costuma ficar de fora da consulta focada em dieta e exercício: o comportamento alimentar, o humor e o efeito das medicações sobre o peso. Quando o caso pede endocrinologista, nutricionista ou cirurgia, o encaminhamento faz parte do plano — não é o fim dele.
“Enquanto a comida for a sua principal ferramenta de regulação emocional, tirar a comida não é tratamento — é deixar você sem ferramenta nenhuma.”
Transtorno da compulsão alimentar periódica, bulimia, síndrome do comer noturno e comer emocional sem transtorno formal exigem condutas distintas. A avaliação também rastreia TDAH, que aumenta expressivamente a chance de compulsão alimentar e muda toda a estratégia quando presente.
A compulsão alimentar tem tratamento medicamentoso com evidência, e no Brasil há medicação com indicação em bula aprovada pela Anvisa para os quadros moderados a graves. Ela trata a compulsão — não é medicação de emagrecimento, e não é prescrita com essa finalidade. Junto vem o trabalho de terapia cognitivo-comportamental, que é onde os ganhos se sustentam.
Este é território exclusivamente psiquiátrico. Nem todo antidepressivo ou estabilizador tem o mesmo impacto metabólico, e trocar sem critério custa a estabilidade que você levou meses para conquistar. A revisão pesa risco de recaída contra ganho metabólico, caso a caso.
As diretrizes brasileiras de 2026 tratam a obesidade como doença crônica multifatorial, com critérios que vão além do IMC isolado. Quando há indicação clínica, o tratamento medicamentoso da obesidade entra no plano — com metas de saúde, acompanhamento dos efeitos sobre humor e sono, e nenhuma promessa de número na balança. Sono, exercício e álcool entram como variáveis biológicas, acompanhados pelo Diário MEV.
Atendo em Goiânia e por videochamada, unindo ciência atualizada a um cuidado genuinamente humano. Como coordenador da Residência Médica em Psiquiatria do CRESM e preceptor na formação de novos médicos, levo ao consultório o mesmo rigor que ensino — e o encontro entre comportamento alimentar, humor e medicação é um dos pontos em que a psiquiatria tem mais a oferecer e menos costuma ser chamada.
Um ambiente seguro e acolhedor na SêMente Clínica, no Setor Sul, preparado para receber você com calma e privacidade.
Agendar presencialO acompanhamento do comportamento alimentar ganha com regularidade, e a teleconsulta facilita manter o intervalo curto entre as consultas, de qualquer lugar do Brasil, com receita digital.
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Meu RQE é em Psiquiatria, e é esse o meu campo de especialista. Dentro dele, cuido do que mais atrapalha o emagrecimento e raramente é tratado: a compulsão alimentar, o comer emocional, o ganho de peso provocado por medicação psiquiátrica e a depressão que anda junto com a obesidade. Quando o caso pede conduta endocrinológica, nutricional ou cirúrgica, encaminho e sigo acompanhando a parte que é minha.
Tem. Existe no Brasil medicação com indicação aprovada em bula para o transtorno da compulsão alimentar periódica moderado a grave, além de outras opções com evidência conforme o caso. A indicação é individual, depende da gravidade e das condições clínicas, e vem sempre acompanhada de trabalho psicoterápico — o remédio reduz os episódios, a terapia é o que impede que voltem.
Primeiro, não suspender por conta própria: a recaída do quadro psiquiátrico costuma sair mais cara do que os quilos. Segundo, levar isso à consulta como queixa legítima, porque é. Antidepressivos, antipsicóticos e estabilizadores têm perfis metabólicos bem diferentes entre si, e muitas vezes existe alternativa eficaz para o seu caso com menos impacto sobre o peso.
Não obrigatoriamente — mas vale avaliar em duas situações. Se havia compulsão alimentar antes, ela precisa de tratamento próprio: perder peso não trata o transtorno, e ele tende a reaparecer quando a medicação é suspensa. E se você tem ou já teve quadro psiquiátrico, o acompanhamento do humor, do sono e da alimentação durante o uso é parte do cuidado.
Se fosse, a taxa de sucesso das dietas não seria a que é. Comportamento alimentar é regulado por circuitos de recompensa, saciedade e regulação emocional — os mesmos que a psiquiatria estuda e trata. Culpa não é intervenção terapêutica, e décadas dela não emagreceram ninguém.
Uma conversa longa e sem pressa: história do peso ao longo da vida, tentativas anteriores, padrão dos episódios de compulsão, humor, sono, uso de álcool, medicações em curso e histórico familiar. Você sai com hipóteses claras e um plano inicial explicado em linguagem simples.
Se as tentativas anteriores não funcionaram, talvez o alvo estivesse errado. A forma mais rápida de marcar é pelo WhatsApp — respondemos com cuidado e em até 24h.
(62) 99145-3580 · @igor.psiquiatra
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Dr. Igor Ferreira de Jesus — Médico Psiquiatra · CRM-GO 26457
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