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Burnout é o esgotamento causado pelo estresse crônico do trabalho: exaustão que férias não resolvem, cinismo ou distanciamento em relação ao que se faz, e a sensação de que nada rende. Não é fraqueza nem preguiça. E, sem tratamento, costuma evoluir para depressão ou ansiedade.
Como reconhecer
- Cansaço físico e mental logo ao acordar, mesmo depois de descansar.
- Irritação com colegas, clientes ou pacientes; vontade de se afastar de tudo.
- Queda de rendimento, erros que antes não aconteciam, dificuldade de decidir.
- Sintomas físicos: dor de cabeça, insônia, problemas digestivos, resfriados frequentes.
- Domingo à noite com angústia. Segunda de manhã com náusea.
Burnout ou depressão?
A diferença importa porque o tratamento muda. No burnout, o sofrimento está ligado ao trabalho e melhora, ao menos em parte, quando a pessoa se afasta dele. Na depressão, a perda de prazer e de energia invade todas as áreas da vida. Muitas vezes os dois coexistem, ou o burnout é a porta de entrada da depressão. A avaliação psiquiátrica é o que separa uma coisa da outra, e evita tanto o afastamento desnecessário quanto o “aguenta mais um pouco” que leva ao colapso.
Como eu avalio
Na primeira consulta, de 1 hora e 30 minutos, olhamos a história do trabalho (carga, autonomia, reconhecimento, conflitos), os sintomas atuais, o sono, o uso de álcool ou estimulantes para aguentar, e o que ainda funciona na vida fora do trabalho. Uso escalas validadas quando ajudam, mas o diagnóstico é clínico. Atendo muitos médicos e executivos com esse quadro, e sei que a pessoa em burnout costuma chegar ao consultório tarde, já no limite.
Tratamento
- Reorganização do trabalho e da rotina. Sono, limites de jornada, pausas reais e, quando necessário, afastamento temporário com atestado. Afastar não é o objetivo; recuperar a capacidade de trabalhar é.
- Psicoterapia. Na abordagem cognitivo-comportamental, para o perfeccionismo, a dificuldade de dizer não e os padrões que sustentam o esgotamento.
- Medicação, quando há depressão, ansiedade ou insônia associadas. Escolhida para não prejudicar concentração e energia.
- Medicina do estilo de vida. Atividade física, alimentação, sono e conexões sociais como parte do plano, não como conselho genérico.
Como é a consulta
A primeira consulta dura 1 hora e 30 minutos e inclui um retorno de 30 minutos. Você sai com a hipótese diagnóstica explicada e um plano construído junto. Presencial no Setor Sul, em Goiânia, ou online, com o mesmo valor. Veja como é a primeira consulta e quanto custa.
Perguntas frequentes
Burnout é doença? Dá atestado?
A OMS classifica o burnout como fenômeno ocupacional, e no Brasil ele consta na lista de doenças relacionadas ao trabalho. Afastamento com atestado é possível quando indicado clinicamente.
Preciso pedir demissão para melhorar?
Na maioria dos casos, não. O tratamento busca recuperar a capacidade de trabalhar e mudar a relação com o trabalho. Decisões grandes são melhores depois que o quadro estabiliza.
Remédio resolve burnout?
Sozinho, não. A medicação trata a depressão, a ansiedade ou a insônia que acompanham; o burnout em si exige mudança na rotina e psicoterapia.
Quanto custa?
Primeira consulta R$ 800, com retorno incluso; acompanhamento R$ 650; psicoterapia R$ 500.