
Home › Tratamentos › Depressão resistente
Depressão resistente é quando dois ou mais antidepressivos, em dose e tempo adequados, não trouxeram melhora suficiente. Acontece com cerca de um terço das pessoas em tratamento. Não significa que não há saída: significa que o caso precisa ser revisto com mais cuidado, e que há mais opções do que trocar de comprimido.
Por que o tratamento pode não estar funcionando
- Diagnóstico incompleto. Transtorno bipolar tratado como depressão, TDAH, transtorno de personalidade ou uso de substâncias não reconhecidos mudam tudo.
- Dose ou tempo insuficientes. Muitos “não funcionou” são tentativas de 3 semanas em dose baixa.
- Causa clínica. Hipotireoidismo, anemia, deficiência de vitaminas, apneia do sono e outras condições podem sustentar a depressão.
- Adesão irregular, por efeitos colaterais que ninguém ajustou.
- Fatores de vida que mantêm o quadro: trabalho, relações, luto, isolamento.
Como eu avalio
A avaliação é uma revisão completa do caso, na primeira consulta de 1 hora e 30 minutos: história desde o primeiro episódio, cada medicação já usada com dose, tempo e resposta, exames, sintomas atuais e o que aconteceu na vida ao longo do tratamento. Peço exames quando faltam. Reviso o diagnóstico antes de qualquer mudança de remédio, porque na depressão resistente o erro mais comum é tratar a coisa errada. Se você chega com outro médico, faço a avaliação como segunda opinião, com relatório.
Opções de tratamento
- Otimização e combinação de medicamentos. Ajuste de dose, troca por classe diferente, associação de dois antidepressivos ou potencialização com outras medicações, seguindo as diretrizes atuais.
- Psicoterapia estruturada, que na depressão resistente tem efeito comparável ao de uma nova medicação quando combinada ao tratamento.
- Escetamina e outras abordagens intervencionistas. Para casos selecionados, existem tratamentos com evidência para depressão resistente, como a escetamina intranasal e a estimulação magnética transcraniana. Avalio a indicação e encaminho ou conduzo, conforme o caso.
- Medicina do estilo de vida. Atividade física, sono e luz do dia como parte prescrita do tratamento, não como sugestão.
Se houver risco
Depressão resistente aumenta o risco de pensamentos de morte. Se você está pensando em se machucar, procure ajuda agora: CVV no 188, SAMU no 192 ou o pronto-socorro mais próximo. Veja o que fazer em urgência.
Como é a consulta
A primeira consulta dura 1 hora e 30 minutos e inclui um retorno de 30 minutos. Você sai com a hipótese diagnóstica explicada e um plano construído junto. Presencial no Setor Sul, em Goiânia, ou online, com o mesmo valor. Veja como é a primeira consulta e quanto custa.
Perguntas frequentes
Quantos remédios preciso ter tentado para ser resistente?
Pelo menos dois antidepressivos adequados, cada um por 6 a 8 semanas em dose terapêutica. Menos que isso costuma ser tratamento insuficiente, não resistência.
Vou ficar tomando remédio para sempre?
Depende do número de episódios e da gravidade. Alguns casos precisam de tratamento de manutenção longo; outros conseguem retirar com segurança após um período de estabilidade.
A escetamina serve para mim?
É indicada para depressão resistente em adultos, após avaliação. Nem todo caso tem indicação, e a decisão é individual.
Quanto custa?
Primeira consulta R$ 800, com retorno incluso; acompanhamento R$ 650; psicoterapia R$ 500.