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Transtornos alimentares são doenças sérias, com risco clínico real, e ao mesmo tempo muito tratáveis quando o cuidado começa cedo. Anorexia, bulimia, compulsão alimentar e quadros mistos têm em comum uma relação com a comida e com o corpo que passou a governar a vida. O tratamento é em equipe, e o psiquiatra coordena.
Sinais de alerta
- Restrição alimentar, pular refeições, regras rígidas sobre o que pode e o que não pode comer.
- Episódios de comer grande quantidade com sensação de perda de controle, seguidos de culpa.
- Vômito provocado, uso de laxantes ou diuréticos, exercício em excesso para compensar.
- Preocupação constante com peso e forma, pesagens repetidas, evitar se olhar ou se olhar demais.
- Isolamento em refeições, irritabilidade, queda de rendimento, alterações menstruais, tontura.
Por que envolver o psiquiatra
Porque transtorno alimentar raramente vem sozinho: depressão, ansiedade, TOC, TDAH e trauma são frequentes, e muitas vezes são eles que mantêm o quadro. Porque há risco clínico (desidratação, alterações de eletrólitos, arritmia) que precisa de monitoramento médico. E porque a medicação, quando indicada, ajuda tanto no quadro alimentar quanto nos associados. Sem essa camada, a nutrição e a psicoterapia trabalham contra a maré.
Como eu avalio
Na primeira consulta, de 1 hora e 30 minutos, olhamos a história alimentar, o peso ao longo do tempo, os comportamentos compensatórios, o que a pessoa pensa sobre o próprio corpo, o humor, a ansiedade e o contexto de vida. Peço exames para avaliar o risco clínico. Em casos graves, a prioridade é a segurança, e pode ser necessário um nível de cuidado mais intensivo antes do ambulatorial. Se você é familiar e está preocupado, a primeira consulta pode ser sua, para orientação.
Tratamento
- Equipe. Trabalho junto com nutricionista especializado em transtornos alimentares e com psicoterapeuta. O plano é único, e a comunicação entre nós é combinada com você.
- Medicação. Indicada para bulimia e compulsão alimentar com boa evidência, e para os quadros associados. Na anorexia, o papel é mais restrito, e a recuperação nutricional vem primeiro.
- Psicoterapia. A terapia cognitivo-comportamental específica para transtornos alimentares (TCC-E) é o tratamento psicológico de primeira linha para adultos.
- Monitoramento clínico. Peso, sinais vitais e exames acompanhados ao longo do tratamento.
Como é a consulta
A primeira consulta dura 1 hora e 30 minutos e inclui um retorno de 30 minutos. Você sai com a hipótese diagnóstica explicada e um plano construído junto. Presencial no Setor Sul, em Goiânia, ou online, com o mesmo valor. Veja como é a primeira consulta e quanto custa.
Perguntas frequentes
Compulsão alimentar é transtorno alimentar?
Sim. O transtorno de compulsão alimentar é o mais comum deles e tem tratamento específico. Veja também a página sobre emagrecimento e compulsão.
Preciso estar muito magro para ter anorexia?
Não. Existem quadros restritivos graves com peso normal, e o risco clínico não depende só do peso.
A família participa?
Em adultos, quando você quiser e autorizar. A orientação a familiares costuma ajudar muito, porque eles convivem com as refeições.
Quanto custa?
Primeira consulta R$ 800, com retorno incluso; acompanhamento R$ 650. Nutrição e psicoterapia externa têm valores próprios.